2020 WAS A VERY GOOD YEAR

(séries)

How To With John Wilson

  • Como me sinto quando: existo.

The Mandalorian

  • Um latino solitário pelo espaço.

Small Axe

  • A real é que todo mundo tá solitário faz muito tempo.

I Know This Much is True

  • O hardcore inclemente da vida.

Industry

  • Entendo e jamais cairei nessa de novo.

Devs

  • Time is a flat circle.

Ted Lasso

  • O sentimento singular de estar no lugar certo, todavia com todo o resto errado.

I May Destroy You

  • You gotta keep the devil way down in the hole.

Better Call Saul

  • Uma caminhada silenciosa rumo ao nada. E aquela angústia toda vez que a Kim aparece na tela.

What We Do In The Shadows

  • Jackie Daytona.

High Maintenance

  • A carta de amor que eu nunca consegui escrever.

Giri/Haji

  • Dureza de vida.

Dave

  • Mas tu não precisas ser duro só por causa disso.

Homecoming

  • Redenção é uma ilusão poderosa demais.

2020 WAS A VERY GOOD YEAR

(discos)

The Black Moon, Holy Fawn

  • Um raro prazer DOOMGAZE.

Shabrang, Sevdaliza

  • Tem dias que tudo que tu precisas é de um disco como esse.

Nick Of Time, James Hunter Six

  • Operários de vibes, mestres mestrando.

Im Wald, Paysage d’Hiver

  • Falando em mestre. A tempestade de neve mais bonita do black metal.

Anywhere But Here, Habibi

  • Sempre bom ter Habibi na vida.

Adios Bahamas, Népal

  • Em um mundo paralelo, somos todos franceses.

Swamp King, Little Albert

  • O blues que sempre quis, o doom que sempre precisei.

The OutRunners, Curren$y & Harry Fraud

  • When my son
    Is full grown
    May he roll
    On golden chrome
    In a Chevy
    Sittin’ low
    Just like his pops did
    Before the world closed

Welcome to Hard Times, Charley Crockett

  • Trilha sonora essencial para um coração/ano partido. Tennessee Special all the way.

Endless Detainment, Serpent Column

  • Estupidez sonora e antipática. Arte corrosiva.

Toda História pela Frente, Kaatayra

  • Acho que nunca me emocionei tanto ouvindo um disco de black metal.

Weaving a Basket, Sea Oleena

  • Que você consiga passar meia hora no paraíso, antes do diabo saber que você morreu.

Galore, Oklu

  • Nostalgia por um passado inventado.

Wanderers: Astrology Of The Nine, Spectral Lore + Mare Cognitum

  • A real é que o universo é indiferente.

Decision Time, Charles Webster

  • Um presente de você para você mesmo.

1988, Knxwledge

  • Obrigado por tudo, Knxwledge. Estarei sempre aqui.

FlySiifu’s, Pink Siifu & Fly Anakin

  • Nas trincheiras do dia-a-dia, esse tipo de disco é item fundamental.

The New Abnormal, The Strokes

  • Envelhecer é um privilégio.

Circles, Mac Miller

  • Pois nossos corações possuem limites.

We Will Always Love You, The Avalanches

  • Melancolia benevolente. Sunshine on demand. Para fazer este ano terminar nos nossos termos.

minha lista de filmes favoritos de todos os tempos, verão 2019:

1) Paul Verhoeven — RoboCop (1987)
2) Terrence Malick — Days of Heaven (1978)
3) Kleber Mendonça Filho — Aquarius (2016)
4) Paul Thomas Anderson — Inherent Vice (2014)
5) Richard Linklater — Slacker (1990)
6) Nicolas Winding Refn — Only God Forgives (2013)
7) Jim Jarmusch — The Limits of Control (2009)
8) Jee-woon Kim — Dalkomhan insaeng (2005)
9) Michael Mann — Miami Vice (2006)
10) Joel Coen — The Man Who Wasn’t There (2001)

  1. The Wire
  2. Sopranos
  3. Louie
  4. The Office US
  5. True Detective
  6. Fargo
  7. Atlanta
  8. High Maintenance
  9. Studio 60 On The Sunset Strip
  10. Luther
  11. The Thick Of It
  12. Battlestar Galactica
  13. Sense 8
  14. The Great British Bake Off
  15. Anthony Bourdain: Parts Unknown
  16. Billions
  17. Line Of Duty
  18. Monty Python’s Flying Circus
  19. Sports Night
  20. Treme

Discos Favoritos de 2014

e lá vai mais um ano: um dos melhores que tivemos até agora. escutei música pra caralho, graças a um dispositivo móvel que toca flac e caixas de som que insistem em não ficarem caladas lá em casa. abaixo, meus discos favoritos do ano. fora o top 5, nada tá muito em ordem mas agrupei por finalidade pra ajudar. parece que deu tudo certo nesse ano.

:: hors concours :: 
Freddie Gibbs & Madlib – Piñata 
Crowbar – Symmetry in Black 
Electric Wizard – Time to Die 
Racionais MC’s – Cores & Valores
Swans – To Be Kind

:: top 5 crocante – os favoritões ::
5. FKA Twigs – LP1 [aniquilando tudo sem limites]
4. King Tuff – Black Moon Spell [como é massa ser jovem]
3. Khun Narin – Khun Narin’s Electric Phin Band [experiência única]
2. Yob – Clearing the Path to Ascend [não é um disco, é um monumento em forma de distorção]
1. Run the Jewels – Run the Jewels 2 [esmerilhamento constante, veloz, inclemente, terraplanante, uma aula de música e vibe]

:: beats tortos e éter ::
lee (asano+ryuhei) – +++ self service +++ 
BADBADNOTGOOD – III 
Hatti Vatti – Worship Nothing 
「fluence」 – elemental 
Taylor McFerrin – Early Riser 
Glass Animals – Zaba 
Shabazz Palaces – Lese Majesty

:: claro que tivemos rimas :: 
YG – My Krazy Life
Grieves – Winter & The Wolves 
The Underachievers – Cellar Door: Terminus Ut Exordium 
Yung Lean – Unknown Memory 
Isaiah Rashad – Cilvia Demo
Vince Staples – Hell Can Wait

:: all hail the riff ::
Albinö Rhino – Albinö Rhino 
Liquid Silk – II 
Brunt – Brunt 
John The Conqueror – The Good Life 
Fever Dog – Second Wind 
Stubb – Cry of the Ocean 
Hobosexual – Hobosexual II 
Echoes – The Pursuit

:: dooooooom ::
Taurus – No/Thing 
Irkallian Oracle – Grave Ekstasis 
Monolord – Empress Rising 
Woman is the Earth – Depths 
Panopticon – Roads to the North 
Paramnesia – Paramnesia 
Conan – Blood Eagle 
Huey – Ace

:: garageira sem limites ::
PYPY – Pagan Day 
The Madcaps – The Madcaps 
Habibi – Habibi 
The Dirty Nil – SMITE 
Thee Tsunamis – Delirium & Dark Waters 
Tijuana Panthers – Wayne Interest

:: outras vibes selecionadas ::
The Bombay Royale – The Island of Dr Electrico 
The Budos Band – Burnt Offering 
Nikki Yanofsky – Little Secret 
Curtis Harding – Soul Power 
Stein Urheim – Stein Urheim 
Audrey Fall – Mitau

Top 5 filmes found footage dos últimos anos.

Talvez o primeiro filme de found footage (esse sub gênero que baseia-se em imagens feitas por câmeras de vídeo na mão dos personagens/locais em que passaram) que eu assisti tenha sido The Blair Witch Project. Ali nos meus 13 anos foi um baita filme, referência que carreguei por muito tempo.

Desde então acompanho o sub gênero com carinho pois sempre imaginei que muito ainda poderia ser feito com ele – ao mesmo tempo assisti filmes anteriores a The Blair Witch, como Punishment Park e Man Bites Dog, buscando ver o que já tinha sido feito.

Nos últimos anos o seu potencial foi amplamente explorado (até porque há câmeras em todos os lugares agora). Assim como aconteceram blockbusters como os cinquenta Paranormal Activity e o pretensioso-porém-bobo Cloverfield, tivemos filmes que exploraram as suas nuances e que responderam ânsias fundamentais de moleques que como eu observaram o sub gênero evoluir com fúria: Como seria um filme de alien feito assim? um de exorcismo? um policial? e um de fim do mundo? 

Para pontuar este bom momento do sub gênero/estilo: Top 5 filmes de found footage dos últimos anos:

5. Europa Report, 2013. 

Acompanhamos uma missão que tem como objetivo explorar Europa, uma das luas de Saturno. Possui uma narrativa que, apesar de ser rasa no desenvolvimento de personagens, consegue ter um ritmo delicioso e capaz de criar uma sensação claustrofóbica que só filmes de espaço conseguem. E que belo final, totalmente feito para agradar meu nerd interior de 13 anos de idade.

4. The Bay, 2012. 

Essa belezinha de filme é sobre uma infestação que ocorre em uma cidadezinha. Dá medo, dá frustração e brilha quando explora uma das melhores facetas do sub gênero: te faz sentir na pele como é estar ali, apreciando um ponto de vista que só seria possível através de uma câmera na mão.

3. The Poughkeepsie Tapes, 2007.

Pura doença em forma de filme de found footage. A premissa é: um documentário sobre um serial killer que gravava tudo que fazia com suas vítimas. Não vou dizer mais nada. Exige fôlego. Assombra pra caralho. Cuidado.

2. REC 2, 2009.

A série de filmes que deveria se chama PUTA MADRE. O primeiro filme foi bem massa – e o terceiro foi apenas divertido para eu e umas duas pessoas. Mas tudo deu certo no segundo filme. Explora os acontecimentos pós-REC 1 através do ponto de vista de policiais de um batalhão especial, equipados com várias câmeras e metralhadoras carregadas. Se ficou faltando algo no primeiro REC, tá presente no REC 2 e mais um pouco.

1. End Of Watch, 2012.

Como eu curti assistir esse filme. Dois policiais durões de Los Angeles registram sua rotina com diversas câmeras, numa forma de trabalho de faculdade de um deles. Chega uma hora que tu nem reparas nas câmeras: a ação vai apenas fluindo inclemente, sombria e low-key bem engraçada. Se Michael Mann fizesse um filme de found footage, acho que sairia assim. Que filme.

2013 no meu Last.fm.

Dez bandas que mais escutei esse ano, segundo o last.fm. Ou seja: é incompleto mas serve pra se ter uma noção.

1. Morphine – Porra como não ouvir muitão Morphine nessa vida. Ainda mais porque assisti o documentário sobre o Mark Sandman e deu aquela puta vontade de ser fã de novo da banda. De redescobrir todos os detalhes de uma das bandas que mais ouvi e continuo ouvindo nessa vida.

2. Muddy Waters – Ainda bem que tem disco pra caralho do Muddy. Esse ano ouvi uns treze dele no repeat e ainda tem uma caralhada que nem peguei. Obrigado por tudo, meu velho.

3. Chance The Rapper – Capaz de ser o disco/mixtape do ano Ouvi muito em caronas de volta para casa, coloquei para tocar em festas de apartamento e quase consegui deixar ela tocando inteira no Mancha.

4. The Black Crowes – Sempre achei BANDA DE MAGRO. Daí emagreci um pouco e resolvi escutar com carinho. Acho que tem também o fato de eu estar ficando velho e começar a gostar de discos por causa da produção, do TIMBRE e do som do estúdio em que foram gravados. E o Black Crowes sempre prestou muita atenção nisso tudo. Da pedrada glam de By Your Side ao sentimento de uma sessão de ensaio pedrada de Lions, os discos da banda sempre possuem uma identidade muito definida e crocante.

5. Johnny Cash – Peguei todas as gravações da Sun do Velho Cash. Botei no Shuffle e caminhei um bocado. se tinha alguém correto nesse cosmos, era o velho. A versão expandida das gravações de Folsom também são demais, com aquele Carl Perkins (melhor que Elvis) no começo esmerilhando tudo.

6. A$ap Rocky – Harlem sempre estará no meu coração. Apesar de irregular, o primeiro disco do Rocky rodou bastante nos meus players. Se tivesse umas cinco faixas a menos, seria um dos discos do ano.

7. T-Bone Walker – Apenas: baixei a caixa original source e não consigo largar dela. Todas as gravações do T-Bone até 1951 e quando começa a chegar no AUGE – a caixa acaba. As gravações da Imperial continuam em outra caixa, mas gosto do CRESCENDO que essa caixa proporciona.

8. Arctic Monkeys – Envelheci junto com essa banda. E ela envelheceu do jeito que eu queria ter envelhecido.. O topete que cultivei durante todo este ano é prova dessa identificação (é da hora ser fã de banda).

9. Kendrick Lamar – O jovem poeta das ruas de Compton não soltou muita coisa no ano, mas rodei muito as primeiras mixtapes dele. Claro que houve aquele verso de CONTROL que rompeu o continuum do hip hop sem cerimônia.

10. Snoop Dogg – ain’t nuthin’ but a g thang.

E segundo o last.fm, JUICE foi a faixa que mais escutei no ano. Que sentimento.