Bones – BURDEN, 2021.

Tava aqui na vibe BONES e me toquei que já faz um tempo, uns sete/oito anos, que ele fica na dele, soltando uma mixtape atrás da outra. Nos últimos dois anos ele descobriu uma vibe agressiva interessante – mas ao mesmo tempo ainda comete faixas bregas e emo até o osso. No conjunto da obra, a consistência é de se admirar. Um artista completo. SESH :: https://soundcloud.com/teamsesh/sets/bones-burden

Hailu Mergia & The Walias Band – Tezeta, 1975.

O tipo de disco que me faz querer acordar cedo só pra dar play: “This “Tezeta” album is one of those that have been impossible to find for nearly three decades. Sourced by Awesome Tapes From Africa and expertly remastered by Jessica Thompson, its unique and funky renditions of standards and popular songs of the day are so quintessentially Walias, flavorful and evocative. Hailu’s melodic organ, unashamedly front and center in every track, makes even the complex pieces accessible.” :: https://hailumergia.bandcamp.com/album/tezeta

Roadrunner: A Film About Anthony Bourdain, 2021.

The bittersweet curse. A história de um viciado, que troca de hábitos com o tempo, mantendo vícios como motor fundamental. Assombrado, esse documentário é bem difícil de assistir. Porque tu vês um cara no começo, aos 43, experimentando a sensação de conseguir ver uma saída para a sua vida dura, mas de alguns êxitos. Daí esse cara é envelopado por fama, grana e toda a comida disponível no mundo. Depois ele se vicia em ser um pai, um marido. Depois em ser um viajante. Depois em ser um romântico. Contém uma dezena de cenas incríveis. Mas sempre vou acabar lembrando mais da cena em que ele se apaixona pela Asia. Todavia, fora o fato de que sou fanboy do Bourdain, o documentário é um esqueleto do que poderia ser um filme/doc sobre a vida dele. Tudo bem, tanto faz. Talvez seja bom desse jeito.

Lake Mungo, 2008.

A primeira vez que assisti Lake Mungo, nem sabia o que tava fazendo (ainda bem). Dia desses assisti ao crocante blu ray e acabou por ser outro filme, quase. Perdeu a aura de filme para TV e revelou um filme que claramente estava anos à frente dos seus pares. É como um Blair Witch que envelheceu muito bem. O diretor nunca mais fez outro filme, alimentando fortemente a aura de lenda urbana que Lake Mungo parece/deveria ter.

Burden, 2016.

Ah, arte. Sem entrar numas de querer falar sobre arte perfomática, mas aceitando que na real o que tu quiseres fazer da vida pode ser arte, só meio que depende de ti mesmo. A trajetória de Burden é interessante, sua obra, talvez. Mas não importa muito, no final das contas. O lance acaba sempre sendo vai lá e faz, mermão.

Man Push Cart, 2005.

Na sincera, achei que era um documentário quando comecei a assistir. E digo isso como elogio, pois foi somente depois de um tempo que saquei que era ficção. Um fime triste para cacete, que ressoou de forma brutal comigo. Uma dureza de vida, de filme, de tudo. O tipo de filme difícil de recomendar, mas que fica marcado não só pela impressionante capacidade técnica, mas pela sensibilidade fundamental ao narrar uma bad trip incomensurável.

ZeroZeroZero, S01.

Uma série que junta Roberto Saviano com Stefano Sollima e um caminhão de dinheiro da Amazon. Esteticamente impecável, monta uma narrativa transcontinental de forma eficiente, mesmo que com alguns momentos menores. Abre muito espaço para se observar em detalhes as diversas camadas de um dos tipos de negócios mais importantes hoje em dia. As cenas em Dakar para sempre me atordoarão. Um sonho de de desaparecer no deserto.