Public Memory – Ripped Apparition, 2020.

Um esculacho darkwave, cheio de faixas quase perfeitas. O release é uma pérola: “Despite playing with our experience of time, Ripped Apparition isn’t simply an exercise in nostalgia. Nor does it retreat to an imagined world to come. The album evokes a degraded past and future, existing simultaneously, saturated with loss and uncertainty. Escape to another time is not an option here anyway; there is only the unrelenting present and an attempt to make sense of the dreams and fantasies we’ve built it on.” :: https://publicmemory.bandcamp.com/album/ripped-apparition

Vigil, S01E01-03.

BBC One, a mesma produtora que fez Line Of Duty e Bodyguard. Submarinos atômicos e homicídio. Cast impecável. O único ponto ruim de Vigil até agora é que tão soltando um episódio por semana (e como sempre no UK, serão apenas seis no total). Dos nichos que curto, “treta em submarino nuclear” é definitivamente um dos meus favoritos, mesmo que passe anos e anos sem sair nada novo usando esse tipo de cenário. Vigil tem ainda três episódios mais, tudo bem. Feliz que aconteceu, não porque acabou etc

Phantom On The Scan, #01-05.

Acho que comecei a ler as HQs do Cullen Bunn via Cold Spots ou The Empty Man, não lembro (mas recomendo ambas fortemente). De cara gostei do jeito que ele escreve horror e desde então tenho acompanhado o autor, de vez em quando lendo alguma coisa que ele publicou anos atrás; Phantom On The Scan é de 2021 e reúne Bunn com o artista Mark Torres, que fez Cold Spots. Cinco edições que passam voando, triturando referências e mostrando que Bunn e Torres operam no mesmo nível, seja no gore ou no minimalismo. O horror sci-fi nosso de cada dia, bem representado.

Reckless: Friend of The Devil, 2021.

Ano passado, ao escrever sobre o primeiro livro de Reckless, meio que deixei a entender que é um privilégio acompanhar o trabalho de Brubaker & Philips hoje em dia. Continuo pensando o mesmo, um ano depois. Nada como ter um livro como esse em mãos e viver esse pequeno momento. Esse segundo livro, Friend of The Devil, me fez lembrar da última vez que reassisti Once Upon a Time… in Hollywood. Há um sentimento de familiaridade, que inicialmente achei meio esquisito, pois não tenho lá muitos amores pelos 70s (ou 80s). Mas acho que são os personagens mesmo, que soam como um amigo, mesmo eles sendo de um período doido naquele pedaço dos Estados Unidos, nada a ver comigo ou de onde venho. Em breve sairá mais um livro dessa série, mais um espaço de tempo a ser compartilhado com esses personagens. Te desejo vida longa, Ethan Reckless.

The Green Knight, 2021.

O que você quer ser quando ninguém tá prestando atenção. Ou: como diferenciar ser de ter. Esteticamente atraente, quase não parecendo um filme vindo dos Estados Unidos. Acho que li o poema quando ainda não sabia ler, então não sei dizer nada sobre a adaptação em si. Aprecio o tema e as poucas explicações. Ambição é uma merda. Boa trilha sonora. Patel em quase-chamas. Não escaparia de uma eventual reassistida. Que quando importar, estejamos prontos (e sempre importa).

The Vast of Night, 2019.

A primeira vez que tentei assistir esse, não passei dos primeiros quinze minutos. Daí tentei de novo e meio que do nada eu só queria estar ali presente, assistindo cenas e mais cenas sobre essas doideras que estão acontecendo em uma cidade muito pequena. Um diretor a se acompanhar.