Shinichi Atobe – Yes, 2020.

Se tu ouvires Lake 2 e nada se mexer, a mágica do mestre Shinichi Atobe não possui efeito em ti :: https://open.spotify.com/album/7zsktVl91eHbxy2cEoUfZ3

Se tu ouvires Lake 2 e nada se mexer, a mágica do mestre Shinichi Atobe não possui efeito em ti :: https://open.spotify.com/album/7zsktVl91eHbxy2cEoUfZ3

Tem dias que o cara só quer abrir a camisa até o terceiro botão, calçar um sapato sem meia e ser feliz: “This record is inspired by one of the most representative clubs of the Italian Cosmic movement of the 80s.” :: https://stumpvalley.bandcamp.com/album/melodj-mecca

Tava aqui na vibe BONES e me toquei que já faz um tempo, uns sete/oito anos, que ele fica na dele, soltando uma mixtape atrás da outra. Nos últimos dois anos ele descobriu uma vibe agressiva interessante – mas ao mesmo tempo ainda comete faixas bregas e emo até o osso. No conjunto da obra, a consistência é de se admirar. Um artista completo. SESH :: https://soundcloud.com/teamsesh/sets/bones-burden

Um mestre: “John Carroll Kirby’s earlier releases under his full name, starting in 2017 and extending to his pair of Stones Throw albums in 2020, are mostly solitary recordings evincing his flair for keyboard compositions that soothe and stimulate with little assistance.” :: https://johncarrollkirby.bandcamp.com/album/septet

Desde 2019 o Warmth tem soltado uns três discos por ano. Conheci através do excelente Wildlife (e o seu addendum), discos que são uma espécie de raio de sol sonoro :: https://archivesdubmusic.bandcamp.com/album/the-darkest-place

Um disco que consome tudo ao seu redor: “Solitude is like an immense lake you’re swimming through,” says Daijing of these songs. “Sometimes you dip your head in and sometimes you lift it above.” :: https://pan-daijing.bandcamp.com/album/jade

O tipo de disco que me faz querer acordar cedo só pra dar play: “This “Tezeta” album is one of those that have been impossible to find for nearly three decades. Sourced by Awesome Tapes From Africa and expertly remastered by Jessica Thompson, its unique and funky renditions of standards and popular songs of the day are so quintessentially Walias, flavorful and evocative. Hailu’s melodic organ, unashamedly front and center in every track, makes even the complex pieces accessible.” :: https://hailumergia.bandcamp.com/album/tezeta

The bittersweet curse. A história de um viciado, que troca de hábitos com o tempo, mantendo vícios como motor fundamental. Assombrado, esse documentário é bem difícil de assistir. Porque tu vês um cara no começo, aos 43, experimentando a sensação de conseguir ver uma saída para a sua vida dura, mas de alguns êxitos. Daí esse cara é envelopado por fama, grana e toda a comida disponível no mundo. Depois ele se vicia em ser um pai, um marido. Depois em ser um viajante. Depois em ser um romântico. Contém uma dezena de cenas incríveis. Mas sempre vou acabar lembrando mais da cena em que ele se apaixona pela Asia. Todavia, fora o fato de que sou fanboy do Bourdain, o documentário é um esqueleto do que poderia ser um filme/doc sobre a vida dele. Tudo bem, tanto faz. Talvez seja bom desse jeito.

A primeira vez que assisti Lake Mungo, nem sabia o que tava fazendo (ainda bem). Dia desses assisti ao crocante blu ray e acabou por ser outro filme, quase. Perdeu a aura de filme para TV e revelou um filme que claramente estava anos à frente dos seus pares. É como um Blair Witch que envelheceu muito bem. O diretor nunca mais fez outro filme, alimentando fortemente a aura de lenda urbana que Lake Mungo parece/deveria ter.

Ah, arte. Sem entrar numas de querer falar sobre arte perfomática, mas aceitando que na real o que tu quiseres fazer da vida pode ser arte, só meio que depende de ti mesmo. A trajetória de Burden é interessante, sua obra, talvez. Mas não importa muito, no final das contas. O lance acaba sempre sendo vai lá e faz, mermão.