Amadeus, 1984.

Tinha assistido só uma vez em VHS há muitos anos. Lá pela minha oitava série. Milos Forman esmerilhando na cenografia e trilha sonora – as cenas, com peças totalmente manjadas de Mozart, funcionam com perfeição. Constrói com esmero a sensação de se ouvir aquela peça pela primeira vez. Na primeira assistida, marcaram as cenas de Salieri descrevendo a música de Mozart. Na segunda, difícil piscar durante as cenas em que Mozart conduz. Belo filme pra se reassistir sem limites.

Election 2, 2006.

Uma continuação natural do primeiro filme. Expande as relações entre as Tríades e o governo. Mantém aquele sentimento de realidade alterada, que só criminosos retratados pelo Johnnie To possuem. Ambições repetem-se, até nas mesmas tramas para chegar ao poder. A nossa história de sangue e poder de todos os dias, dessa vez em forma de dois filmes casca-grossa

Redline, 2009.

Animação insana da Mad House sobre corridas de carros que correm muito, mas muito – muito mesmo – rápido. Possui uma intensidade que, só consigo lembrar de ter sentido em outra animação quando assisti Paprika – que é do mesmo estúdio. Para se assistir segurando o fôlego.

Goon, 2011.

O filme que o Seann William Scott nasceu para fazer. O roteiro brilha em vários momentos, muito por causa do Sean mesmo. O que poderia ser uma comédia de esportes qualquer acaba virando um filme muito agradável – e capaz de ficar bem engraçado completamente do nada. Bom de assistir mesmo que hockey não seja o teu esporte favorito.

Election, 2005.

Tinha visto esse filme do Johnnie To há muitos anos, num DVD que baixei em algum tracker. As legendas eram terríveis e não entendi quase nada. Foi bom rever e conseguir entender melhor. É uma belezinha de filme, máfia asiátiva retratada com toda a classe e transtorno que merece. Possui aquela inquietação característica em cada cena, como se estivesse sempre dar tudo errado. A música-tema assombra bastante.

Ichimei, 2011.

Takashi Miike fazendo filme de samurai classudo e durão. Bom para assistir em tardes chuvosas. Certeiro caso tu curtas tramas envolvendo honra. Esteticamente agradável demais e não muito gore, considerando que é um filme sobre seppuku dirigido pelo Miike.

Antiviral, 2012.

Em um futuro que as pessoas compram doenças de celebridades como se fossem jóias, tudo é brutalmente branco. O filme é lento, com sangue sendo usado como arma estética. Há uma apreciação por beleza bizarra que lembra claro, Cronenberg. Roteiro e direção de Brandon Cronenberg, filho do mestre.